segunda-feira, 22 de julho de 2013

APENAS OUÇA

 

 


Se te peço que me ouças e começas a dar-me conselhos, então não fizestes o que eu queria de ti.

Se te peço que me ouças e começas a dizer-me porque não devo sentir-me assim, então pisas em meus sentimentos.

Se te peço que me ouças e tu tens a impressão que deves fazer algo para solucionar o meu problema, então me deixar-te na mão, por mais estranho que isso possa soar.

Ouça! Só pedi que me ouvisses, não que falasses ou fizesses algo, só que me ouvisses.

...Posso cuidar de mim mesmo. Não estou desamparado, sem forças; talvez desencorajado ou reticente, mas não sem forças.

Se fazes algo por mim que eu mesmo possa ou deva fazer, tu cooperas com o meu medo ou a minha insuficiência.

Mas se tu simplesmente aceitas que eu me sinta assim, não importa quão incompreensível seja, então posso acabar com a tentativa de convencer-te e posso começar a compreender o que está por trás desse sentimento inexplicável.

E quando isto estiver claro então as respostas virão por si mesmas e eu não precisarei de conselhos.

Sentimentos inexplicáveis adquirem sentido quando compreendemos o que se acha por trás deles.

Então por favor, ouça, simplesmente ouça.

E, se quiseres dizer algo, espera um pouquinho, até chegar a tua vez e ouvir-te-ei.

Dr. Ray Houghton – para todos, cujo ofício é a ajuda.

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